Sobre Roupas e Amores
Se o velho já não me cabe, só me resta arranjar um novo. Se nada servir, fico com o que melhor cair. Aperto aqui, afrouxo acolá, recorto, costuro, transmuto. Mas se, a etiqueta insistir em incomodar, arranco tudo e fico nua. Pego de volta o velho e organizo a nova bagunça. Ou nem pego nada e deixo tudo como ficou – permaneço nua, enquanto meu calor me bastar.
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