quarta-feira, 4 de abril de 2012

(pessoal)idade

Véspera do meu aniversário e já presenteada.

Ganhei a pouco do meu pai um presente sem embrulho, sem fita e sem cartão, o presente mais simples e caro que tive a felicidade de receber. Nem as barbies, nem os videogames e jogos, nem os bichos de pelúcia de tamanho colossal, nem as máquinas de fazer coisas, nada, nada nesses singelos 20 aniversários superaram a véspera do vigésimo primeiro.
Meu pai, minha versão masculinizada, de tão semelhante comemora seus 47 anos no dia seguinte ao meu aniversário. A alguns minutos atrás, respirei fundo meus vários anos de  espera e desejo e fui falar com ele. Foi usando da nossa igualdade que tentei, num discurso, fundamentar nossas diferenças, minhas particularidades.
Preferi não criar um texto, premeditar a conversa. Entendi que para alcançar meus propósitos eu teria de ser a mais honesta e sincera possível, e assim foi. Uma explosão de emoções em menos de dois minutos. O desenrolar da conversa foi agravado por minha falta de objetividade e pela impaciência do meu pai. Entretanto, no desfecho dessa odisseia é que ganhei do meu velho o tão mencionado presente, a sua compreensão!

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